A Educação Condutiva é uma pedagogia; uma pedagogia do movimento. Essa  proposta visa  a habilitação e a reabilitação de crianças e adolescentes com seqüelas motoras de paralisia cerebral. A Educação Condutiva compreende o ser integral, pois não objetiva apenas melhorar tarefas motoras e funcionais, mas também transformar o desenvolvimento em sua totalidade, incluindo os aspectos emocionais e intelectuais de seus participantes.

A teoria e prática da Educação Condutiva estão fundamentadas no conceito da neurologia de plasticidade cerebral,  ( e sua constatação clínica) que reconhece a capacidade de flexibilidade do cérebro:   a capacidade neuronal de re-organizar-se, de “aprender a aprender”.

Em nossa região, este é um projeto inovador no atendimento às pessoas com seqüelas de paralisia cerebral, pois estabelece uma mudança de perspectiva mecânica para uma concepção de aprendizagem consciente e ativa.

A Educação Condutiva objetiva estimular ao máximo as possibilidades de cada pessoa, alcançando a independência bio-psicossocial. Para isso, o trabalho desenvolve-se num processo contínuo, ativo e resultante da integração das dimensões motora, afetiva e cognitiva.

Esta proposta vem estabelecer um diferencial efetivo no atendimento às pessoas com seqüelas de paralisia cerebral, oferecendo as condições de desenvolvimento que lhes oportunize a inclusão social.

O que caracteriza e diferencia essa proposta é a compreensão da unidade de cada ser humano inserido em um contexto e que depende da qualidade das relações sociais para se desenvolver.

Essa compreensão ajuda a superar as barreiras das desigualdades e desta forma justifica nossos objetivos de ampliar e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes a uma vida social mais plena e efetiva possível.

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